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LIVRETO CELEBRATIVO - SOLENE POSSE CANÔNICA DO ARCEBISPO DE SALVADOR

 


LIVRETO CELEBRATIVO

SOLENE POSSE CANÔNICA

12.03.2026



Posse Canônica de Dom Luiz Henrique

 Arcebispo da Arquidiocese de Salvador 

Presidida por Dom Pedro Giovanni Cardeal Vinccenzo 



In verbo tuo



____________________



A não ser que se encontre legitimamente impedido, o promovido ao múnus de Bispo diocesano deve tomar posse canônica da sua diocese, dentro de dez dias a contar da recepção das Letras Apostólicas, se ainda não tiver sido ordenado Bispo; se já tiver sido ordenado, dentro de sete dias a contar da sua recepção.



Se o Bispo for ordenado na sua própria igreja catedral, toma posse da diocese com o rito da ordenação, no qual são apresentadas e lidas as Letras Apostólicas e o ordenado se senta na sua cátedra. 



Se o Bispo tiver sido transferido doutra Igreja, ou não receber a ordenação na sua igreja catedral, toma posse da diocese, dentro do prazo estabelecido pelo direito, com o rito da recepção, como adiante se descreve.  Nestes casos, o Bispo pode, por justa causa, tomar posse da sua diocese por meio de procurador. É contudo, preferível que o Bispo tome posse pessoalmente.



CHEGADA DO BISPO



RECEPÇÃO DO BISPO



O Bispo é recebido à porta da igreja catedral pela primeira dignidade do cabido, ou, não havendo cabido, pelo reitor da mesma igreja, revestido de pluvial. Este apresenta-lhe o Crucifixo a beijar, e a seguir o aspersório da água benta, com o qual o Bispo se asperge a si mesmo e aos presentes.



Depois, convém seja conduzido à capela do Santíssimo Sacramento, que adora, de joelhos, por alguns momentos. 



Em seguida, dirige-se para a sacristia, onde o mesmo Bispo, presbíteros concelebrantes, diáconos e restantes ministros se paramentam para a Missa, que será celebrada segundo o rito estacional.



CANTO DE ENTRADA

 

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.



Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.



ANTÍFONA DE ENTRADA

(Cf. Sl 118, 133)

 

Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona:

.: A salvação do povo sou eu, diz o Senhor: de qualquer tribulação em que clamarem por mim, eu os ouvirei e serei seu Deus para sempre.



SAUDAÇÃO INICIAL



Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:

Pres.: Em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.

.: Amém.

 

Pres.: A paz esteja convosco.

.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

O sacerdote, o diácono ou outro ministro poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.



POSSE CANÔNICA



LEITURA DA BULA



Feita a reverência ao altar, o Bispo dirige-se para a cátedra. Terminado o canto de entrada, saúda o povo, senta-se e recebe a mitra. Um dos diáconos ou um dos presbíteros concelebrantes apresenta as Letras Apostólicas ao Colégio dos Consultores na presença do Chanceler da Cúria.

 

 A seguir, do ambão, lê ao povo as referidas Letras Apostólicas, que todos escutam sentados. 







BONIFÁCIO, EPISCOPVS

SERVVS SERVORVM DEI

APERPETUAM REI MEMORIA

 

os caríssimo filho Dom Luiz Henrique, nomeado Arcebispo Primaz de São Salvador, saúde, paz, e bênção apostólica.

 

O ofício episcopal é um dos mais altos e veneráveis ministérios da Santa Igreja, instituído para o cuidado do rebanho de Cristo e para a continuidade da missão apostólica.

 

Para o exercício deste múnus sagrado, a Igreja, movida pelo Espírito Santo, eleva e constitui homens de fé comprovada, a fim de que, como verdadeiros pastores, governem, santifiquem e ensinem o povo de Deus.

 

Assim como, nos primórdios da Igreja, foram escolhidos sete homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo para cooperarem na missão apostólica, também hoje são chamados aqueles que, pelo testemunho de vida e retidão de doutrina, se mostram dignos de assumir tão sublime encargo.

 

Deste modo, em virtude da Autoridade Apostólica que nos fora conferida por São Pedro, NOMEIO-TE CONSTITUO-TE Arcebispo Primaz da Arquidiocese de São Salvador , conferindo-te todas as faculdades e direitos inerentes e necessários para o pleno cumprimento deste encargo.

 

Por meio desta, esperamos de ti, caríssimo filho, que sejas exemplo de verdadeiro pastor nesta circunstância eclesiástica, que ora necessita de um novo guia; e que, exercendo com zelo e fidelidade o encargo que te é confiado, sejas para o povo de Deus o pastor segundo o coração de Cristo, conduzindo-o com caridade, prudência e firmeza no caminho da fé.

 

Invocamos sobre vós a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja e de São Francisco Xavier Padroeiro desta Arquidiocese, para que os guie e fortaleça em seu  ministério. Que seu serviço à Igreja de Salvador no Brasil seja fecundo e repleto das bênçãos do Senhor.

 

Dado e passado, em Roma, junto a São Pedro e São Paulo, ao Quarto dia do mês de março do ano da graça do Senhor de dois mil e vinte e seis, primeiro de nosso pontificado.

 

 

+ Bonifácio, Pp I

Pontifex Maximvs



No fim, todos aclamam: Graças a Deus, ou outra aclamação apropriada. 
.: Graças a Deus.



O Bispo que presidiu o Rito de Posse ocupa seu lugar entre os concelebrantes e o Bispo senta-se na cátedra.



SAUDAÇÃO AO BISPO

 

Feito isto, se for costume, a primeira dignidade do cabido, ou não havendo cabido, o reitor da igreja dirige uma saudação ao Bispo.

 

Em seguida, de acordo com os costumes locais, o cabido e pelo menos parte do clero, e alguns fiéis e, se for oportuno, a autoridade civil porventura presente, aproximam-se do seu Bispo, para lhe manifestarem obediência e respeito.



Depois, omitidos o ato penitencial e, conforme os casos, o Senhor, tende piedade de nós, o Bispo depõe a mitra, levanta-se, e canta-se: Glória a Deus nas alturas, segundo as rubricas.


ORAÇÃO DA COLETA

 

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:

Pres.: Oremos.

E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.

Ó Deus onipotente, suplicantes imploramos a vossa majestade: à medida que se aproxima a festa da salvação, nos preparemos, com maior empenho, para celebrar o mistério pascal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

.: Amém.

 

LITURGIA DA PALAVRA



PRIMEIRA LEITURA

(2Rs 5, 1-15a)

O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Leitor:
Leitura do Livro do Profeta Jeremias



Assim fala o Senhor: 23“Dei esta ordem ao povo dizendo: Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes. 24Mas eles não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para a frente, 25desde o dia em que seus pais saíram do Egito até ao dia de hoje. A todos enviei meus servos, os profetas, e enviei-os cada dia, começando bem cedo; 26mas não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, obstinaram-se no erro, procedendo ainda pior que seus pais.

27Se falares todas essas coisas, eles não te escutarão, e, se os chamares, não te darão resposta. 28Dirás, então: ʽEsta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção. Sua fé morreu, foi arrancada de sua bocaʼ”.
Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
Todos aclamam:
Ass.: Graças a Deus.



SALMO RESPONSORIAL

(Sl 109(110))

 

O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

R. 
TU ÉS SACERDOTE ETERNAMENTE, SEGUNDO A ORDEM DO REI MELQUISEDEC.

— PALAVRA DO SENHOR AO MEU SENHOR: ‘ASSENTA-TE AO MEU LADO DIREITO ATÉ QUE EU PONHA OS INIMIGOS TEUS COMO ESCABELO POR DEBAIXO DE TEUS PÉS!’ R.

 

— O SENHOR ESTENDERÁ DESDE SIÃO VOSSO CETRO DE PODER, POIS ELE DIZ: ‘DOMINA COM VIGOR TEUS INIMIGOS; R.



— TU ÉS PRÍNCIPE DESDE O DIA EM QUE NASCESTE;  NA GLÓRIA E ESPLENDOR DA SANTIDADE, COMO O ORVALHO, ANTES DA AURORA, EU TE GEREI!’ R.



— JUROU O SENHOR E MANTERÁ SUA PALAVRA: ‘TU ÉS SACERDOTE ETERNAMENTE, SEGUNDO A ORDEM DO REI MELQUISEDEC!’ R


ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(Jo 10, 14)

               

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA,

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

 

EU SOU O BOM PASTOR,

CONHEÇO MINHAS OVELHAS;

E ELAS ME CONHECEM, ASSIM FALA O SENHOR.

 

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA,

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

 

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:

Diác.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:

Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.

O diácono faz o sinal da cruz e responde:

Diác.: Amém.



Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.



EVANGELHO

(João 21, 15-17)



O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
Diác. ou Sac.: 
Dominus vobiscum.

O povo responde:

Ass.: Et cum spiritu tuo.


O diácono ou o sacerdote diz:

Diác. ou Sac.: Lectio sancti Evangelii  secundum Ioannem 

e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.

O povo aclama:

Ass.: Glória tibi domini.



Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

Diác. ou Sac.: Naquele tempo, Jesus manifestou-se aos seus discípulos e, depois de terem comido, disse a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”

Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” Disse-lhe Jesus:“Apascenta os meus cordeiros.” Perguntou-lhe, pela segunda vez:

“Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo.”

Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas.” Perguntou-lhe, pela terceira vez: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste porque Jesus lhe perguntou pela terceira vez:

“Tu me amas?”, e respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo.” Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas.”

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:

Diác. ou Sac.:  Verbum Domini.

O povo aclama:

Ass.: Laus tibi, Christe.

 

Depois beija o livro, rezando em silêncio.



HOMILIA



Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

OFERTÓRIO

 

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

 

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.



O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio

Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.



O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio



Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio.

Coloca o cálice sobre o corporal.



Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio



E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.



Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio



CONVITE À ORAÇÃO



Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

 

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS



Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas:

Pres.: Senhor, para que a oferenda do vosso povo possa agradar-vos, purificai-nos de todo contágio do mal; e não nos deixeis ser seduzidos por falsas alegrias, pois nos prometestes chegar ao prêmio da vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

.: Amém.

 

PREFÁCIO DA QUARESMA I

(O sentido espiritual da Quaresma)

 

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:

Pres.: O Senhor esteja convosco.

.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:

Pres.: Corações ao alto.

.:  O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:

Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

.:  É nosso dever e nossa salvação.



O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.

Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Todos os anos concedeis a vossos fiéis a graça de se prepararem para celebrar os sacramentos pascais, na alegria de um coração purificado, para que, dedicando-se mais intensamente à oração e às obras de caridade e celebrando os mistérios pelos quais renasceram, alcancem a plenitude da filiação divina. Por isso, com os Anjos e Arcanjos, os Tronos e as Dominações e todos os coros celestes, entoamos o hino da vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

 

Ao seu final, une as mãos e, com o povo, conclui o Prefácio, cantando ou em voz alta dizendo:



SANTO



SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR DEUS DO UNIVERSO,

O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.



HOSANA NAS ALTURAS, HOSANA!

HOSANA NAS ALTURAS, HOSANA!



BENDITO AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR

BENDITO AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR



HOSANA NAS ALTURAS, HOSANA!

HOSANA NAS ALTURAS, HOSANA!

 

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III



O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

O sacerdote une as mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:

Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas

une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:

a fim de que se tornem o Corpo e  + o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo 

Une as mãos

que nos mandou celebrar estes mistérios.

.: Enviai o vosso Espírito Santo!





Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres.: Na noite em que ia ser entregue,

toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:

Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.



Pres.: Do mesmo modo, no fim da Ceia,

toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.



Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo.

.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.



O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.

.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!



Pres.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

.: O Espírito nos una num só corpo!



1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, Santo Agostinho e todos os Santos, que não cessam de interceder phor nós na vossa presença.

.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!



2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Bonifácio I e o nosso Bispo Victor Sanctus, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido.

Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!





3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,

Une as mãos

por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

 

DOXOLOGIA



Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Pres.: POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO, A VÓS DEUS PAI TODO-PODEROSO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, TODA HONRA E TODA GLÓRIA, POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS.

A assembleia aclama:

.: AMÉM



RITO DA COMUNHÃO



Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:

Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:



O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

 

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: 
Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: 
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.:
 A paz do Senhor esteja sempre convosco.
.: O amor de Cristo nos uniu.



FRAÇÃO DO PÃO


Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio

 

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

TENDE PIEDADE DE NÓS!



CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

TENDE PIEDADE DE NÓS!



CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

DAI-NOS A PAZ!



Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio

 


O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:

Pres.: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

 

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.


Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
.: Amém.


Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, faça se a oração de comunhão espiritual antes e logo em seguida inicia-se o canto da Comunhão.



ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL



Todos: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a Separar-me de vós! Amém!

 

COMUNHÃO

 

Inicia-se então o canto da comunhão.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO

(Cf. Sl 118, 4-5)

 

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:

.: Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!

 

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.


Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio.


Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.



ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO


Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.:
 Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Depois da comunhão.

Sustentai, Senhor de bondade, com vosso auxílio, os que reconfortais com os sacramentos, para podermos colher os frutos da salvação na liturgia e na vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Ao terminar, o povo aclama:
.: Amém.

 

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Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

 

RITOS FINAIS

 

BÊNÇÃO APOSTÓLICA



Ao fim da Celebração, o novo Bispo pode conceder a bênção apostólica, com indulgências plenárias, com o seguinte rito:

Diác ou Sac: Caros irmãos, o nosso amado Pastor, Dom Luiz Henrique, por graça da Santa Sé Apostólica, Arcebispo desta Santa Igreja de Salvador, em nome do Sumo Pontífice, dará a bênção com a indulgência plenária a todos aqui presentes, verdadeiramente arrependidos, confessados e restaurados pela sagrada comunhão. Rogai a Deus, pelo Santo Padre, o Papa Bonifácio , por nosso pastor Dom Luiz Henrique e pela santa Mãe Igreja, e esforçai-vos por viver em sua plena comunhão e santidade de vida.

Ass: Amém.

 

Pres: O Senhor esteja convosco.

Ass: Ele está no meio de nós.

 

Diác ou Sac: Inclinai-vos para receber a bênção.



E o bispo, com as mãos estendidas sobre o povo, diz:

Pres: Pelas preces e méritos da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os Santos, o Senhor todo-poderoso e cheio de misericórdia vos conceda tempo verdadeiro e frutuoso arrependimento, coração sempre penitente e emenda da vida, perseverança nas boas obras, e perdoando todos os vossos pecados, vos conduza à vida eterna.

Ass: Amém.

 

Pres: Pela intercessão dos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai  e Filho  e Espírito  Santo. 

Ass: Amém.

 

Diác ou Sac: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

Ass: Amém.



O povo responde:

Ass: Graças a Deus.



CANTO FINAL

 

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.