Ad Perpetuam Memoriam Dei
Bula “Lusitaniae Gloria” sobre a Criação do Patriarcado das duas sicilia no Apostolado Católico de Minecraft
O «magnificentíssimo sinal» da Santa Cruz resplandece infinitamente sobre os corações devotos. É ele um sinal de salvação, pois nela pendeu, junto ao Senhor, nossas faltas. Outrora sinal de maldição, desolamento e vergonha, tornou-se agora sinal de esperança, benção e alegria. Este sinal de derrota aparente é a fonte de justificação para nós, uma ofensa a Deus tem peso infinito, e a Cruz, por causa de o próprio Deus se oferecer, é a reparação infinita, que anula a necessidade de qualquer outro sacrifício.
O grande Paulo, pilar da Igreja, em sua primeira carta aos coríntios discorre sobre a “santa loucura” e a virtual “falta de sentido” na fé cristã. Ora, enquanto os judeus queriam milagres e os gentios queriam sabedoria, os cristãos ofereciam Jesus Cristo crucificado, escândalo para aqueles e loucura para estes (cfr. 1Cor 1, 23).
Ainda assim, a “loucura de Deus” continua mais sábia que o mais sábio dos homens, e a fraqueza de Deus, mais forte que os homens (cfr. 1Cor 1, 29). O mistério de amor, embora tão sensível a nós, é incompreensível pelos olhos da razão, mas isto não deixa de ser uma promessa do Senhor desde o antigo testamento: "destruirei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes (Is 29,14)".
A Santa Cruz é um sinal de vitória, sobre o pecado, sobre a vontade, sobre nossos inimigos: foi nele que Constantino derrotou definitivamente o usurpador Magêncio, na ponte Mílvia no ano de 312; Por causa deste grande sinal no céu, o imperador promulgou o Édito de Milão, no ano seguinte, permitindo o culto dos cristãos, encerrando os três séculos de perseguição aos primeiros crentes.
Após a ressurreição daquele que todos viram expirar fixado ao lenho, transfigurou não apenas sua divindade, mas também este símbolo, que agora é o símbolo da vitória da vida sobre a morte, do bem sobre o mal, em que fomos libertos do jugo maligno que pesava sobre a humanidade. Confundindo os sábios, os nobres e os potentes para exaltar os pequeninos e os fracos, o Senhor certificava que nenhuma criatura se vangloriará em sua presença (cfr. 1Cor 1, 29).
Esse mistério excelsíssimo da Santa Cruz é o mistério da expiação perfeita, da confusão dos grandes, da vitória dos pequenos. Foi nela que se cumpriu a Lei, o antigo testamento e a velha aliança. E no Preciosíssimo Sangue vertido por entre seus sulcos foi que a lei do pecado e da morte deu lugar à Lei do Espírito que dá a vida em Cristo (cfr. Rm 8, 1-2), atraindo toda criatura a essa nova Arca da Aliança (cfr. Jo 12, 32), a Cruz.
Esta atração de todos à Cruz do Senhor permanece desde aquela Sexta-feira derradeira até o presente, sendo, hoje, nosso dever: levar com que os fieis conheçam, queiram e sejam participantes da Nova Lei, fundamentada e erigida no Sangue do Cordeiro, Cristo, Nossa Páscoa.
Elevados, ainda que indignos, à Cátedra do Príncipe dos Apóstolos pela infinita misericórdia de Deus, julgamos oportuno favorecer tudo aquilo que contribua para a exaltação da fé católica, a propagação do Santo Evangelho e o fortalecimento das nações cristãs unidas à Sé Apostólica.
Voltamos, pois, Nosso olhar paternal para a nobre tradição lusitana, cuja memória permanece gloriosa entre os povos cristãos. Com efeito, a terra portuguesa distinguiu-se ao longo dos séculos pela fidelidade à Igreja Romana, pelo zelo missionário e pela devoção singular à Beatíssima Virgem Maria, especialmente venerada sob o título de Nossa Senhora de Fátima.
Desejando que tal herança espiritual floresça também nas comunidades do Apostolado Católico de Minecraft, onde muitos fiéis trabalham para a evangelização, a defesa da tradição católica e a edificação de uma sociedade ordenada segundo os princípios cristãos, decidimos estabelecer nova dignidade patriarcal para maior honra daquela nação histórica.
Por isso, pela plenitude de Nossa autoridade apostólica, instituímos e erigimos perpetuamente o:
PATRIARCADO DE SILICIA
concedendo-lhe todas as honras, dignidades e privilégios próprios das sedes patriarcais reconhecidas pela Santa Igreja.
Ao mesmo tempo, para fortalecimento da ordem, da cultura cristã e da unidade dos fiéis no Apostolado Católico de Minecraft, proclamamos oficialmente o:
REINO DE SILICIA
como reino católico legítimo, unido espiritualmente à Sé Apostólica e dedicado à defesa da fé, da tradição e da evangelização.
E, considerando os méritos, a fidelidade e o zelo religioso de Nosso venerável filho:
Fernando I
Nós o nomeamos, constituímos e proclamamos primeiro Patriarca de Silicia e Cardeal-Rei do Reino Português, concedendo-lhe o direito de usar as insígnias patriarcais, governar espiritualmente o referido Patriarcado segundo as normas apostólicas.
Determinamos que esta Constituição Apostólica permaneça firme, válida e eficaz perpetuamente, não obstante quaisquer disposições em contrário.
Datum Romae, apud Sanctum Petrum, die II mensis Juii, Anno Domini MMXXVI, Pontificatus Nostri Anno Primo.